a Nina, minha prima, e outras alunas de dona Maria trabalharam muito para isso.
As ruas íngremes e esburacadas de Santa Rita estavam cheia de gente que vinha de todos os cantos para assistir a festa.
A banda de música de seu Otávio, a “Euterpe Santarritense”, de que Papai era secretário (grande honra para nossa família), estava no largo da Matriz, tocando o Hino Nacional.
Depois de muitos ensaios, com esforços do seu Gabriel Machado, seu Américo Pereira, Antônio Soares, e outros entendidos de música, a banda já sabe tocar o Hino Nacional.
Quando tocava, nós cantávamos o “Ouviram do Ipiranga”, etc.
O Xandico é o médico e farmacêutico do arraial. Vestiu nesse dia o seu uniforme de major da Guarda Nacional. E que uniforme bonito! Com sua perna dura, metida dentro da calça branca, puxando uma bengala, óculos azuis, estava nesse dia todo cheio de circunspeção.
A dona Raquel, sua esposa, foi também segurando a Yolanda pelo braço.
A dona Raquel era a mulher mais bonita de Santa Rita e a que se vestia melhor.
Estava lá também o subdelegado de polícia, seu Maximiano.
Seu Maximiano era o conselheiro lá de casa. Ele tinha um costume engraçado: Ia entrando lá em casa, perguntando se o almoço estava pronto. Se estivesse, ele o esperava e sentava-se à mesa, zangando conosco, dando conselhos. Até um “regulamento” pra mim ele escreveu.
Ele sempre tinha perto a água em um copo de dois martelos, que o Papai separou do meio daqueles com que servia cachaça ao Basílio, Pedro Tomaz, José Surdo e outros freqüentadores da venda, para ele só. Comia uma colherada de comida e bebia um gole d’água. Dizia que tinha um “negócio” na garganta.
À minha cabeça de oito anos vieram todas essas coisas, quando eu estava olhando lá da calçada do Coronel Ozório, o movimento lá dentro da Casa do Conselho. Estava com o João Gabriel, Sovaldo, Conte, Alonso e outros colegas da Escola, fazendo troça, mexendo com as meninas de dona Maria Professora.
Daí a pouco, começamos a dar vaia na Ana, que passava com uma fita que trazia o nome de “Mato Grosso”, quando o seu Raimundo Godinho, o marido da professora, apareceu zangando conosco:
_ Saia daí, molecada dos diabos!... Corremos, mas voltamos ao mesmo lugar
As ruas íngremes e esburacadas de Santa Rita estavam cheia de gente que vinha de todos os cantos para assistir a festa.
A banda de música de seu Otávio, a “Euterpe Santarritense”, de que Papai era secretário (grande honra para nossa família), estava no largo da Matriz, tocando o Hino Nacional.
Depois de muitos ensaios, com esforços do seu Gabriel Machado, seu Américo Pereira, Antônio Soares, e outros entendidos de música, a banda já sabe tocar o Hino Nacional.
Quando tocava, nós cantávamos o “Ouviram do Ipiranga”, etc.
O Xandico é o médico e farmacêutico do arraial. Vestiu nesse dia o seu uniforme de major da Guarda Nacional. E que uniforme bonito! Com sua perna dura, metida dentro da calça branca, puxando uma bengala, óculos azuis, estava nesse dia todo cheio de circunspeção.
A dona Raquel, sua esposa, foi também segurando a Yolanda pelo braço.
A dona Raquel era a mulher mais bonita de Santa Rita e a que se vestia melhor.
Estava lá também o subdelegado de polícia, seu Maximiano.
Seu Maximiano era o conselheiro lá de casa. Ele tinha um costume engraçado: Ia entrando lá em casa, perguntando se o almoço estava pronto. Se estivesse, ele o esperava e sentava-se à mesa, zangando conosco, dando conselhos. Até um “regulamento” pra mim ele escreveu.
Ele sempre tinha perto a água em um copo de dois martelos, que o Papai separou do meio daqueles com que servia cachaça ao Basílio, Pedro Tomaz, José Surdo e outros freqüentadores da venda, para ele só. Comia uma colherada de comida e bebia um gole d’água. Dizia que tinha um “negócio” na garganta.
À minha cabeça de oito anos vieram todas essas coisas, quando eu estava olhando lá da calçada do Coronel Ozório, o movimento lá dentro da Casa do Conselho. Estava com o João Gabriel, Sovaldo, Conte, Alonso e outros colegas da Escola, fazendo troça, mexendo com as meninas de dona Maria Professora.
Daí a pouco, começamos a dar vaia na Ana, que passava com uma fita que trazia o nome de “Mato Grosso”, quando o seu Raimundo Godinho, o marido da professora, apareceu zangando conosco:
_ Saia daí, molecada dos diabos!... Corremos, mas voltamos ao mesmo lugar

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