segunda-feira, 24 de novembro de 2008











Letice é a moça mais bonita de Santa Rita.
E por que não? Além de bonita, simpática.
A sua tez alva, os seus olhos negros, os seus cabelos pretos, retintos anelados, o seu corpo esbelto onde corre o sangue italiano, encantam a todos.
O seu sorriso comunicativo, o seu espírito folgazão, faz-na cercar-se de muitas amizades.


A beleza é sempre a moldura estonteante. Assim Letice tem essa moldura, que a faz admirada por todos, em toda a parte.
Nós, da classe do professor Herculano, adoramos Letice. Eu tenho até ciúmes dela. Ciúmes de criança de oito anos!
Um dia soubemos que a dona Maria Professora, responsável pela Cadeira Feminina da Freguesia, ia promover uma festa comemorando o Sete de Setembro em Santa Rita.
Quem ia representar a República era Letice.
Houve em nossa classe uma ciumada justa. Não pode ser! Letice não pode ir emoldurar festas que dona Maria Professora pretendia fazer. Era ciúme de nossa parte. Era despeito de nossa classe.
Bem que há uma velha rixa existente entre dona Maria Professora e o Professor Herculano em que nós temos tomado atitudes defensivas e agressivas. Uma barreira enorme separa os alunos da Cadeira Masculina e a das alunas sem graça de dona Maria Professora.
A Zica passava por mim, eu não ligava. A Ritinha, Maria Umbelina, a Silvia, a Ana, quando passavam por nós, alunos do Professor Herculano, recebiam uma vaia. Elas chegavam até a chorar.
São coisinhas de lugar pequeno.

E o dia da festa chegou!
Como está linda a Letice!
Envolvida na Bandeira nacional, essa bandeira que o nosso professor hasteia na fachada do edifício da Escola, nos dias de festas nacionais.
Nós tínhamos de cantar, em voz alta, em forma, o: “Salve lindo pendão da esperança”, com a nossa voz desafinada, sem expressão. Voz masculina, voz de taquara rachada.
Com razão, diz o Professor Herculano: - que é melhor ser professor de meninas do que de meninos, de voz sem jeito.
Nós só fazíamos feio. Até no dia em que o Inspetor Escolar, todo de óculos, todo pernóstico, pedia que cantássemos , era aquele feio!



1Letice estava envolvida no sagrado pendão e com um barrete frígio no alto da cabeça, que muita graça dava às suas feições.
Com sua vasta cabeleira caída nos ombros, estava uma beleza!

Mas, tudo aquilo é por causa de dona Maria Professora. Se fosse por causa do professor Herculano, seria bem melhor!

A Casa do Conselho estava toda enfeitada, por dentro e por fora, de bandeirinhas cortadas em papel de seda verde e amarela. A Neuzinha, a Zica, filhas de dona Maria e


a Nina, minha prima, e outras alunas de dona Maria trabalharam muito para isso.
As ruas íngremes e esburacadas de Santa Rita estavam cheia de gente que vinha de todos os cantos para assistir a festa.
A banda de música de seu Otávio, a “Euterpe Santarritense”, de que Papai era secretário (grande honra para nossa família), estava no largo da Matriz, tocando o Hino Nacional.
Depois de muitos ensaios, com esforços do seu Gabriel Machado, seu Américo Pereira, Antônio Soares, e outros entendidos de música, a banda já sabe tocar o Hino Nacional.
Quando tocava, nós cantávamos o “Ouviram do Ipiranga”, etc.
O Xandico é o médico e farmacêutico do arraial. Vestiu nesse dia o seu uniforme de major da Guarda Nacional. E que uniforme bonito! Com sua perna dura, metida dentro da calça branca, puxando uma bengala, óculos azuis, estava nesse dia todo cheio de circunspeção.
A dona Raquel, sua esposa, foi também segurando a Yolanda pelo braço.
A dona Raquel era a mulher mais bonita de Santa Rita e a que se vestia melhor.
Estava lá também o subdelegado de polícia, seu Maximiano.
Seu Maximiano era o conselheiro lá de casa. Ele tinha um costume engraçado: Ia entrando lá em casa, perguntando se o almoço estava pronto. Se estivesse, ele o esperava e sentava-se à mesa, zangando conosco, dando conselhos. Até um “regulamento” pra mim ele escreveu.
Ele sempre tinha perto a água em um copo de dois martelos, que o Papai separou do meio daqueles com que servia cachaça ao Basílio, Pedro Tomaz, José Surdo e outros freqüentadores da venda, para ele só. Comia uma colherada de comida e bebia um gole d’água. Dizia que tinha um “negócio” na garganta.
À minha cabeça de oito anos vieram todas essas coisas, quando eu estava olhando lá da calçada do Coronel Ozório, o movimento lá dentro da Casa do Conselho. Estava com o João Gabriel, Sovaldo, Conte, Alonso e outros colegas da Escola, fazendo troça, mexendo com as meninas de dona Maria Professora.
Daí a pouco, começamos a dar vaia na Ana, que passava com uma fita que trazia o nome de “Mato Grosso”, quando o seu Raimundo Godinho, o marido da professora, apareceu zangando conosco:
_ Saia daí, molecada dos diabos!... Corremos, mas voltamos ao mesmo lugar


Quando vimos a Letice com sua roupa maravilhosa, entre as vinte e uma moças representando os estados brasileiros e o Distrito Federal, com os nomes de todos eles em faixas brancas, transpassadas, ficamos encantados e com ciúmes.
O povo se acotovela pela Rua do Rebenta Rabicho, ladeira do Conselho e largo da Matriz
.



À sombra da árvore histórica, que outrora abrigara os Gomes e Caetanos, os primeiros habitantes de Santa Rita, defronte da casa do Coronel Ozório, nós estávamos, como em palanque. A árvore emprestava à festa uma decoração soberba. A sua ramagem espessa lançava à calçada uma sombra amiga.
Da vasta sacada da Casa do Conselho sai uma multidão que forma em frente à casa do Major Azedias o préstito comemorativo.
A banda de música toca o Hino Nacional com mais entusiasmo. Nós todos tiramos o chapéu, aconselhados pelo João Gabriel, que era o nosso colega que mais entendia dessas coisas de civismo.

Lá pros lado da pedreira do Dendém o céu se apresentava com uma nuvem carregada: nuvem precursora de tempestade.
O seu Raimundo Godinho, trazendo o Jéferson pela mão, todo vestidinho de branco, veio dizendo a todos que entrasse em forma.
A compacta massa popular move-se, acompanhando o préstito.
Quando dobrava a esquina da casa de seu Chico Spinelli, uns pingos de chuva fizeram a criançada entrar pelas casas de seu Cristóvão, seu Chico Spinelli e Padrinho Vigário.
Na esquina da casa do seu Gabriel Machado, estava o seu Chico Luciano, dando vivas à Liberdade, à Dom Pedro I. Estava, também ali, o Padrinho Vigário, o Major Azedias, o Coronel Ozório,quando este, todo sorridente, esfregando as mãos uma na outra, diz:
_Só mesmo a dona Maria é que podia fazer essa beleza!
Eu fiquei indignado em ouvir isso. Se fosse o professor Herculano...
A dona Maria sai do meio da rua e vem agradecer o elogio, toda cheia de dedos, retorcendo-se toda, com aquele seu corpo enorme. E eu disse comigo mesmo:
_ Peste dos diabos!...



Pena é a chuva.
Depois de uma parada em frente à casa do Padrinho Vigário, descemos a rua do cotovelo, passando por um trilho entre duas touceiras enormes de rosas, dessas pequeninas que têm muito espinho. Touceiras que quase impediam o trânsito pelo cotovelo.
Quando chegamos à frente da casa do seu Juca Panaca, a chuva apertou.
Na esquina da casa de Bragança, em frente à casa de seu Alexandre, já estavam todos molhados, quando o Xandico propôs que todos voltassem à Casa do Conselho.

Atenderam.
Voltaram todos, subindo a Ladeira do Conselho, paralisados e indignados com a chuva.

Eu fiquei com grande dó de Letice. Toda molhada! Pobrezinha!...




da Casa do Conselho luzes em profusão. Dona Maria pediu muitos lampiões emprestados aos negociantes da Freguesia, o que obteve, e os dependurou entre bandeirinhas da grande sala da casa onde funciona a sua escola.
Foi uma trabalheira medonha para o seu Raimundo, que reclamava de toda a gente.

A banda de música, que depois de um ligeiro ágape, reconquistara suas forças, perdidas com a execução do Hino Nacional, estava presente a fim de iniciar o baile. O seu Otávio chamou-me e pediu-me que fosse lá à venda do papai, trazer um golinho de cachaça para ele. O seu Otávio era o alfaiate do arraial.

domingo, 23 de novembro de 2008


Os pares volteavam pela sala. A alegria era imensa, depois de terem todos que ir a casa trocar as fatiotas que haviam molhado com a chuva.
Cá fora a chuva cessara de cair. Algumas estrelas apareceram no céu.
Pessoas com lanternas voltavam da Biquinha, onde foram tomar água. A Biquinha fica no fim do beco que sai do Largo da Matriz, da casa de seu Emilio Spinelli.
É crença geral que quem toma daquela água não sai mais de Santa Rita. Se for forasteiro tem que se fixar na localidade.
Ouve-se, ao longe, o barulho da cachoeira do rio Bananal. Um apito de trem. É a Rede Mineira que está chegando atrasada.
Ali os fazendeiros conversam sobre as colheitas de café, arroz, milho, criação de gado, etc.
Desce a Ladeira do Conselho, a siá Joaquina Doida, com a sua trouxa na cabeça, gritando:
_ “Aqui em Santa Rita é assim mesmo! O coronel Ozório a cavalo no major Azedias e o Cônego Marciano agarrado no rabo”!...
Todos já nos habituamos com esses disparates da siá Joaquina Doida.
Enquanto isso, os namorados conversavam pelas imediações. Eu vi, a um canto, a Nina, minha prima, conversando com o Vicente, irmão do seu Tonico. Vicente é caixeiro de seu irmão. Trabalha com ele na sua casa comercial no sobrado do Bragança.

brado do Bragança.
Tive vontade de contar à titia o que vi, mas ela morava muito longe: lá no sítio do Papagaio. Não era nada de mais. Era só conversa, mas sabia que titia já estava encrencada com o Vicente por causa do namoro dele com a Nina.



O líder da rapaziada de Santa Rita é o Neném da Fábrica. Um rapaz de Lima Duarte, que faz a barba um dia sim outro não. Namorava uma sobrinha do Padrinho Vigário - a Florinha.
Estava ali o que de melhor havia em Santa Rita

E Letice? Não se achava no salão.
Perguntei ao Conte, que ainda encontrava-se comigo na calçada do Coronel Ozório.
Estávamos de fora por que éramos alunos do professor Herculano

O Conte não soube responder, quando chega o Tonho Azedias, gago de todo, dizendo:
_A.a.a. Le. ti.ti-ce., fo.fo.foi em.em.bora pra ca...casa. Com a chuva que apanhara, tomou um resfriado!


Dias depois, à casa de Letice, na Rua do Bananal dirigia-se uma grande romaria, cercando-a de cuidados, desvelos.
O Xandico, coitado, já não dorme há cinco dias. Não se afasta da cabeceira de Letice.



não dorme há cinco dias. Não se afasta da cabeceira de Letice.
Dona Rosalina e dona Emerenciana também não saem de lá. Estas santas mulheres socorrem a todo e qualquer doente na Freguesia.
O pai de Letice, seu Antônio Spinelli, antigo comerciante na Praça de Santa Rita onde, noutros tempos manteve uma fábrica de cerveja, ali na esquina da Rua do Cotovelo e Ladeira do Conselho - não se achava em casa. Seus filhos, irmãos de Letice, Sebastião, Nicolau e Amadeu lá se achavam como a caçula Maria, aluna de dona Maria Professora.
Seu Pedro de Castro não se afasta de lá. Ele é filho de dona Floriana e enteado do seu Antônio Spinelli.
Todos choravam.
Letice tem seu mal agravado - o resfriado produzia uma forte hemoptise.
E como a leveza da brisa que sopra da cachoeira do rio Bananal para a Serra do Lagarto, o espírito de Letice desprendeu-se dos liames da matéria, procurando as paragens espirituais.
Antes de entrar no período extremo da moléstia, já prevenida pela marcha desta, do próximo desenlace, Letícia pediu que no seu enterro só se tocasse música alegre. Não queria Marcha Fúnebre.
Quando o seu espírito abandonou a matéria; em suave avatar, a natureza engalamou-se em festas.
O sol deixou de ser raquítico, lançando com força os seus raios por sobre o arraial, queimando as bananeiras do Morro da Formiga, das hortas do Sebastião Monteiro, enchendo de fulgor os cirros dos morros do Santo Cruzeiro, Lagarto, Papagaio, Barro Branco do Mineiro e da Cachoeira.
Só um cirrus lá pros lados do Barro Branco, com alvura de sonho, enchia de beleza o céu azul de Santa Rita. Cirrus, brilhante engastado no ouro azul do céu.
Até os rumores das linfas do Bananal e Jacutinga que fazem junção dentro do arraial, lá pelos lados do Rosário, eram diferentes. Parecia que cantavam. E que canto! Quem se debruçasse sobre a confluência cristalina, julgaria este canto. Santa Rita tem as suas Nereidas, tem a sua fonte de Agarupe.

Na minha cabecinha de oito anos embaralhavam-se os esplendores da natureza em festa, com a mágoa profunda existente no meu coração com a perda de Letice.
Parecia-me que os querubins celestiais cantavam na harpa de Orfeu para receberem este grande espírito que foi Letice.

Mais uma virgem que entrou no céu, aumentando a corte de Santa Úrsula.
Cá embaixo, a Matriz está cheia de povo. Todos choravam.
Ali estava presente o corpo inerte da moça mais bonita de Santa Rita.
Notei nas faces do Padrinho Vigário duas lágrimas copiosas,quando jogava sobre o corpo de Letice - todo enfeitado de virgem - entre flores, a água benta, com palavras em latim que eu não compreendia. Às quais o sacristão, seu Chico Lemos, respondia:- Amém.
A banda de música tocou dois dobrados e uma valsa, acompanhando o enterro da minha Letice.As alunas de dona Maria Professora, foram todas, rendendo a última homenagem àquela que tanto brilho emprestara à sua festa. Dona

Maria estava, também, com lágrimas nos olhos.
Ao fitá-la, senti uma comoção maior. Tive vontade de abraçá-la, de beijá-la por ter feito as suas alunas irem ali em forma.
Tive uma vontade imensa de ser aluno de dona Maria.
E aquela gente toda, com lágrimas nos olhos e mágoa no coração, levou até o cemitério do Bairro Branco a minha Letice querida.
Atrás da capela do Monte Calvário, como fundo uma nuvem branca passava lentamente buscando os pícaros da Serra do Lagarto.
No fundo da horta do Joaquim Sai Cedo, um cachorro uivava tristemente.



Amadeu foi o irmão de Letice que mais sentiu a sua morte. Chorou desde o momento em que ela teve a sua primeira hemoptise.
Quando ela agonizava a beijava suplicando a todos os santos para que não a deixassem morrer.
Ao expirar Letice, Amadeu teve uma forte crise: caiu semimorto.
E assim até ao momento da saída do caixão. Ora conformado, ora em choro convulsivo, ora fora de si.
São oito horas da noite.
Pelas ruas escuras de Santa Rita quase ninguém se vê.
No balcão da venda do Papai, alguns fregueses de parati ali se achavam: o Ermínio, o José Surdo, o Pedro Tomaz, o Basílio. O Basílio é tido em, Santa Rita como a pessoa que mais entende de História do Brasil.
Chega seu Maximiano dando notícia a Papai que Amadeu desaparecera. Saiu pra rua e não voltara.
Que fazer?...
O Papai sai, com os presentes, Rua Bananal a baixo. Nós morávamos na Ladeira do Conselho.
Luz nenhuma havia na rua. A Farmácia do Xandico já tinha fechado. A casa de dona Floriana tinha luz lá pra dentro. Só a casa de seu Orlando tinha lamparina acesa na sala de visitas.
Santa Rita estava velada por um manto de crepe feito pela noite. Luto por causa de Letice.
Chegamos à casa de tio Guilherme, à beira da ponte do Rio Bananal e lá se arranjaram quatro lanternas de folha de Flandres, que ele tinha feito. Tio Guilherme é funileiro, e à noite, não andava pelas ruas de Santa Rita sem a sua lanterna à mão. Daí a pouco também o seu João Mariano arranjou uma porção de lanternas
Voltamos à venda do Papai e este tirou da prateleira uma porção de velas de duzentos réis que ele comprara do seu Carlos Simões, viajante do Carlos de Araújo, em Barra do Piraí, e colocou-as nas lanternas.
Tio Guilherme ajuda-o nesse serviço, puxando a sua latinha de tomar café e oferecendo aos circunstantes.
Daí a pouco, um grupo enorme de pessoas conduzindo lanternas de folhas de Flandres, outras apenas com velas metidas num funil jeito de papel de embrulho procurava Amadeu pelas ruas tortuosas e escuras de Santa Rita.
Pelas casas, pelos cantos das cercas, pelas margens do rio Bananal e Jacutinga, tudo se revolvia. Em lugar nenhum se encontraram indícios.
Quando subíamos a Rua do Juca Panaca e íamos passando pela volta em que tio Guilherme viu assombração, uma vez. Quebrou nela um guarda-chuva, encontramos o Tomaz. Este gaguejando, nos da a notícia que o Amadeu tinha ido lá pros lados do Barro Branco.
O grupo, quase que fúnebre devido ao efeito das lanternas e velas avulsas, alcançam o Largo da Matriz e daí a pouco descia a Ladeira do José Gomes.
Depois de muito procurar pelos cantos das casas do Bairro da Santa Casa, um dos presentes teve a lembrança de ir ao cemitério do Barro Branco.
Para lá seguiu um grupo, cheio de medos, fazendo medo aos que de longe assistiam a aquele espetáculo quase que macabro.
Percebeu-se que a porta do cemitério estava aberta.
Persignando-se entra... É meia noite! Diz um, tremendo de medo, consultara o relógio.
Quadro terrível o que defrontaram no cemitério:
O Amadeu, louco de todo, cavava a sepultura de Letice.
Com as mãos jogava a terra que a cobria para fora, com um esforço insano, com o fito de livrá-la da morte!



Rio Preto, 10 de Fevereiro de 1934.
José Marinho de Araújo.


Igreja ainda sem torre. 1925/1926.

Santa Rita de Jacutinga. MG ( foto do Jornal " O PROGRESSO").

Casa onde Monsenhor Marciano passou toda sua vida.


Rua do Conselho mais tarde Conselheiro Felisberto da Cunha.




Levando a Santinha.

Acervo de Elisa e Sandra Moreira. Editada por FHOAA 2008.

Levando a Santinha.

Foto original do acervo de Elisa e Sandra Moreira. Santa Rita de Jacutinga Minas Gerais.
Editada por Fatima Helena Oliveira de Araújo e Araújo.

sábado, 22 de novembro de 2008



Você é do tamanho de seus sonhos”. Parafraseando César Souza, o autor sonhou e tornou-se “grande” aos oito anos de idade.
O desenrolar dos fatos, tão sabiamente, transmitidos por ele, faz-nos sonhar. Após a leitura, quem não sonhou com Letice, quem não vagou pelas ruas escuras e esburacadas de uma Santa Rita de outros tempos?
Quem não gostaria de ter conhecido os personagens citados no livro? Quem não se compadeceu por tamanho amor?
Sua infância é relatada com simplicidade e admiração por um lado e “antagonismo de criança, por outro”!
Já terá valido a pena, para seus familiares, se for estimulado o conhecimento do passado. O passado não quer, necessariamente, indicar fatos ultrapassados. Gostaríamos, também, que o leitor se identificasse no tempo, espaço e história, de familiares tão queridos. Redescobrissem as pessoas e a história de Santa Rita de Jacutinga.
Fátima Helena Oliveira de Araújo e Araújo
Esperamos sua contribuição no esclarecimento sobre algumas pessoas e ruas citadas na obra.
Ela, (sua contribuição histórica), será de grande valia.
Somos gratos.
Familiares de José Marinho de Araújo.




Não deixe a nossa História desaparecer no tempo. Abril de 2006.
Santa Rita de Jacutinga – MG.
fatimahelena.araujo2@hotmail.com